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Vênus retrógrada: amores, desejos e valores – ASTROLOGIA

ASTROLOGIA Por: Elaine Imenes Vênus retrógrada: amores, desejos e valores Vênus ficará retrógrada de 3 de outubro a 13 de novembro de 2026. A retrogradação começa a 8°29’ de Escorpião e termina a 22°51’ de Libra. Nesse intervalo, Vênus retorna de Escorpião para Libra, onde ingressa novamente, ainda retrógrada, em 25 de outubro. Vênus é um dos dois planetas benéficos, ao lado de Júpiter. A palavra “benéfico” descreve sua natureza e a maneira como tende a operar. Vênus aproxima, reúne, concilia, favorece acordos, vínculos, prazer, fecundidade, sociabilidade e harmonia. Isso não significa que tudo o que Vênus representa seja necessariamente agradável. Sua condição no céu e sua posição em cada mapa modificam a maneira como seus assuntos se manifestam. Um planeta benéfico pode ter dificuldades em realizar aquilo que lhe pertence, dependendo do conjunto do mapa. Marte e Saturno, embora classificados como maléficos, também não indicam automaticamente acontecimentos ruins. Essas classificações referem-se à natureza dos planetas, enquanto o resultado depende de suas condições e do contexto em que atuam. Vênus fala daquilo que desejamos e valorizamos, do que nos agrada, das relações que estabelecemos, dos prazeres que buscamos, dos acordos que firmamos e da maneira como lidamos com dinheiro e bens. Fala também do nosso autovalor. Existe uma relação íntima entre desejo e valor: escolhemos porque algo, alguém ou determinada possibilidade tem importância para nós. Quando retrograda, Vênus continua sendo Vênus, mas passa por um estado diferente de movimento e de visibilidade. Relações, afetos, dinheiro, acordos, prazeres, alianças e escolhas podem exigir alguma reconsideração. Questões anteriores podem retornar porque ainda precisam ser revistas, negociadas ou compreendidas de outra forma. “ É por isso que reduzir Vênus retrógrada à célebre frase “o ex volta” empobrece bastante o período. Alguém do passado pode reaparecer, evidentemente. Mas também podem retornar uma dívida, um contrato, uma negociação, uma vontade antiga, uma despesa que parecia encerrada, uma amizade, uma preferência deixada de lado ou uma pergunta que ainda não encontrou resposta: isto continua tendo valor para mim? Vênus começa sua retrogradação em Escorpião, signo de seu detrimento. Dizemos que um planeta está em detrimento quando se encontra no signo oposto a um de seus domicílios. Touro e Libra são os domicílios de Vênus; Escorpião é o signo oposto a Touro. Isso significa que, em Escorpião, Vênus precisa lidar com um ambiente menos compatível com sua própria natureza. Escorpião pertence a Marte. Vênus tende à união, ao acordo e à aproximação; Marte está relacionado ao corte, ao conflito, à separação e à disputa. Por isso, durante a passagem de Vênus por Escorpião, desejo, afeto e valor podem aparecer ligados a questões de dependência, conflito, posse, dinheiro compartilhado ou diferenças de interesse. Dinheiro e afeto podem se misturar, prazer pode ter um custo e vínculos podem envolver algum tipo de dependência. Confiança e controle também podem coexistir na mesma relação. Durante a retrogradação, vale fazer perguntas concretas a si mesmo. O que está sendo trocado nessa relação? O acordo continua justo? O que recebo e o que entrego? Quanto custa manter determinada escolha? Existe dependência financeira, afetiva ou sexual envolvida? Estou mantendo algo apenas porque ainda o desejo, mesmo quando as condições já não me servem? Eu realmente desejo isso? O passado também pode reaparecer. Isso não significa, necessariamente, que deva ser retomado. Uma pessoa, relação ou situação pode voltar simplesmente porque ainda exerce influência sobre o presente e precisa ser vista com outros olhos. Em 6 de outubro, Vênus retrógrada encontra Mercúrio. Conversas podem ser retomadas, negociações revistas e assuntos antes pouco claros podem ser colocados em palavras. Valores, vínculos e dinheiro também podem entrar diretamente nas conversas. Em 10 de outubro, Vênus forma quadratura com Marte. Esse aspecto merece atenção porque Marte rege Escorpião e, portanto, é o planeta que recebe Vênus durante essa fase da retrogradação. Pode haver, simultaneamente, atração e conflito, desejo de aproximação e vontade de afastamento. Dinheiro pode se tornar motivo de disputa. Diferenças de interesse podem ficar mais evidentes. Algumas relações podem exigir decisões que já não podem ser tomadas apenas com base no desejo. Em 24 de outubro, Vênus retrógrada encontra o Sol a 0°45’ de Escorpião. Esse é um momento importante do ciclo de Vênus. Nos dias próximos à conjunção, como Vênus fica muito próxima do Sol, desaparece de nossa visão. No encontro exato, porém, chega à condição chamada cazimi, expressão usada quando um planeta está no coração do Sol. É um ponto de virada na retrogradação. Questões relacionadas a desejos, relações, dinheiro, acordos e valores podem se tornar mais claras ou exigir uma definição diferente. Até esse momento, algo que inicialmente parecia muito desejável poderá ter perdido importância. Outra coisa, antes pouco valorizada, poderá ganhar espaço. Uma relação poderá revelar condições que ainda não haviam sido percebidas. Também será possível descobrir que continuamos desejando algo, mas já não estamos dispostos a pagar o preço necessário para mantê-lo. No dia seguinte, 25 de outubro, Vênus retorna a Libra. A mudança de signo altera bastante sua condição. Libra é um dos domicílios de Vênus, isto é, um signo governado por ela. Em seu próprio domicílio, um planeta encontra recursos mais adequados à sua natureza e tem maior capacidade de conduzir os assuntos que representa. Vênus continuará retrógrada, mas agora estará em uma condição essencial muito mais favorável. Em Libra, ganham destaque os acordos, a reciprocidade, as alianças, as relações e a necessidade de conciliar interesses distintos. A pergunta pode mudar. Em Escorpião, questões de custo, dependência e conflito ficam mais evidentes. Em Libra, torna-se importante pensar em quais condições uma relação, parceria ou acordo pode continuar. Alguns vínculos poderão ser renegociados. Sociedades poderão rever contratos, responsabilidades ou divisão de recursos. Questões financeiras poderão exigir novos critérios. Relações afetivas poderão passar pela mesma revisão: duas pessoas podem continuar desejando permanecer juntas e, ainda assim, concluir que precisam mudar os termos da relação. Libra também está ligado à escolha. Escolher implica comparar, avaliar e estabelecer prioridades. Nem sempre a dificuldade está em não saber o que desejamos; às vezes está

ASTROLOGIA | O Sol entra em Virgem: a justiça começa no cotidiano

ASTROLOGIA Por: Elaine Imenes O Sol entra em Virgem: a justiça começa no cotidiano Conta Arato que a jovem que reconhecemos na constelação de Virgem nem sempre viveu no céu. Ela habitava a Terra entre os seres humanos e era chamada Diké, a Justiça. Sua presença não se restringia a uma ideia abstrata. Diké reunia as pessoas nas praças e nas ruas, conversava com os anciãos e os orientava na busca por decisões mais justas. O mito a coloca no espaço público, participando da organização da vida comum e lembrando que cada escolha produz consequências para toda a comunidade. Diké não deixou a Terra de uma só vez. À medida que as gerações se tornavam mais violentas, ela foi se afastando. Primeiro abandonou as cidades e passou a observar os humanos das montanhas, ainda retornando ocasionalmente para adverti-los. Quando a guerra e a injustiça se tornaram parte da vida cotidiana, retirou-se definitivamente para o céu. Ali permaneceu sob a forma da jovem celeste que segura uma espiga, como uma lembrança visível de algo que um dia esteve próximo. Talvez o aspecto mais importante do mito esteja nesse afastamento gradual. A Justiça não desaparece apenas quando acontecem grandes crimes ou catástrofes. Ela também perde espaço quando aquilo que sabemos ser justo deixa de orientar as escolhas mais comuns. Existe uma distância entre defender um valor e criar condições para que ele participe da vida. Podemos valorizar o cuidado e construir uma rotina na qual ninguém consegue descansar. Podemos falar sobre cooperação e continuar deixando o trabalho invisível para as mesmas pessoas. Podemos desejar saúde enquanto tratamos o corpo como se ele precisasse responder continuamente às nossas exigências. No último sábado, 22 de agosto, às 23h19, o Sol entrou em Virgem e a atenção está dirigida justamente para essa distância entre intenção e prática. Virgem está relacionado à observação, ao discernimento e aos ajustes necessários para que alguma coisa funcione melhor. Sua conhecida atenção aos detalhes pode ser compreendida como a capacidade de perceber onde a vida perdeu coerência e o que precisa ser reorganizado. Em vez de buscar uma existência impecável, trata-se de aproximar aquilo que fazemos daquilo que consideramos importante. Durante esse período, escolhas aparentemente pequenas ganham relevância. A forma como usamos o tempo, cuidamos do corpo, cumprimos os acordos, distribuímos as tarefas e lidamos com os recursos revela nossas prioridades com mais precisão do que qualquer declaração. Preparar uma refeição, concluir um trabalho, responder ao que ficou pendente, respeitar um limite ou devolver a alguém uma responsabilidade que lhe pertence são ações discretas. Ainda assim, é por meio delas que a vida encontra organização e continuidade. O mito de Diké também recorda que nenhuma rotina é inteiramente individual. Alguém organiza os espaços, lembra os horários, prepara o que será necessário, percebe quando alguma coisa está faltando e cuida das consequências. Grande parte desse trabalho permanece pouco reconhecida, embora seja indispensável para que famílias, grupos e instituições funcionem. A organização pode se tornar uma forma de justiça quando torna esse trabalho visível, distribui melhor as responsabilidades e impede que o cuidado se transforme em sobrecarga. “ Para aproximar essa leitura do próprio mapa, vale perguntar: em que casa do seu mapa natal está Virgem? A casa mostra a área da vida na qual a passagem do Sol poderá tornar mais visíveis as necessidades de organização, cuidado e ajuste. Também é importante observar se você possui planetas em Virgem. Nesse caso, o Sol passará por eles ao longo das próximas semanas, iluminando os temas representados por esses planetas e chamando atenção para a maneira como eles estão sendo vividos. A experiência será diferente para cada pessoa, pois depende do planeta envolvido, de sua posição e das relações que ele estabelece no mapa. A passagem do Sol por Virgem oferece a oportunidade de aproximar novamente a Justiça da vida comum. Isso pode começar por um compromisso que precisa se tornar viável, uma rotina que pede revisão, um limite que precisa ser respeitado ou uma tarefa que deve ser compartilhada. O mito termina com Diké no céu, mas sua presença entre as estrelas talvez exista para nos lembrar de que ela já viveu aqui. Em que casa do seu mapa está Virgem? Há planetas nesse signo? O que precisa ser reorganizado nessa área para aproximar suas escolhas daquilo que você considera importante? Ler o céu é aprender a reconhecer o tempo em que estamos. Elaine Sampaio Imenes Perfil Profissional Elaine Sampaio Imenes é química, professora, terapeuta holística e astróloga. Atua na interface entre ciência, saúde e cultura, desenvolvendo projetos ligados às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). É presidente do Sindicato dos Astrólogos do Estado do Rio de Janeiro (SINARJ) e criadora da Metodologia das Encruzilhadas. Dedica-se ao estudo das relações entre ciclos celestes, tempo histórico e experiência humana, articulando astrologia, educação e cuidado. É autora da coluna Leitura do Tempo. Canais de Atendimento e Redes Whatsapp: (21) 98881-9073 Email: contato@elaineimenes.com Instagram: @elaineimenes.astrologia Youtube: Elaine Imenes Astrologia

O céu astrológico de julho: entre memória, cuidado e expressão

O céu astrológico de julho: entre memória, cuidado e expressão O passado anda rondando a sua porta? O Sol está em Câncer desde o dia 21, Mercúrio inicia ali seu movimento retrógrado no dia 29 e, no dia 14, a Lua Nova também acontece nesse signo. Memória, vínculos, família, proteção e pertencimento entram na pauta do mês. É um período para olhar para o que nos abriga, para o que nos prende e para o que ainda precisa ser reconhecido dentro de casa antes de qualquer movimento para fora. No dia 29, Mercúrio fica retrógrado em Câncer no mesmo dia da Lua Cheia em Capricórnio. Esse eixo mostra a tensão entre amparo e estrutura. Câncer fala da origem, dos afetos e dos mecanismos de proteção que criamos para atravessar a vida. Capricórnio fala da forma, dos limites e das consequências. Quando esse eixo é ativado, a vida mostra onde o amparo virou muleta e onde o compromisso virou dureza. Quando Mercúrio retrograda em Câncer, conversas antigas voltam à tona, histórias de família reaparecem, decisões tomadas por defesa pedem outra análise. Não se deve voltar ao passado para morar nele, mas para perceber o quanto ainda respondemos ao presente com reflexos antigos. Na véspera, dia 28, Marte entrou em Gêmeos, onde permanecerá até 11 de agosto. Marte em Gêmeos age pela palavra, pelo movimento e pela troca. Com seu regente, Mercúrio, retrógrado em Câncer, será preciso cuidado para não transformar lembrança em ataque, proteção em defesa automática ou conversa em disputa. A Lua Cheia em Capricórnio, que também acontece no dia 29, dá visibilidade ao que já estava em curso. Ela mostra onde a responsabilidade virou peso, onde a cobrança passou por cima do afeto e onde faltou limite e compromisso com a realidade. No dia 30, Júpiter entra em Leão e dá um novo tom ao período. Em um céu marcado por Câncer, expressão, autoria e presença começam a se fazer necessários. O que ficou resguardado começa a buscar passagem para a vida visível. Aparecer não é o mesmo que chamar atenção. Leão pergunta se aquilo que mostramos tem verdade interna ou se nasce apenas da necessidade de aprovação. Antes de colocar algo no mundo, é preciso saber de onde isso está vindo. No dia 04 de julho, a conjunção entre Marte e Urano em Gêmeos deixa a mente mais elétrica. O aspecto pode trazer cortes, viradas, notícias inesperadas e decisões rápidas. Mas, com Mercúrio retrógrado em Câncer, uma frase atravessada pode carregar uma memória antiga ou uma reação que não pertence só ao presente. Nem toda urgência merece resposta imediata. No dia 09, Vênus entra em Virgem e muda a régua dos afetos. Amor, desejo e valor passam a ser observados no detalhe, na prática e na presença cotidiana. Vênus em Virgem não se encanta apenas com discurso bonito. Ela repara no cuidado concreto, no que melhora a vida e no que se repete nos pequenos atos. Virgem também é regido por Mercúrio, que segue retrógrado em Câncer. Por isso, essa entrada de Vênus não fala apenas de critério, ajuste e escolha. Ela também nos leva a revisar expectativas afetivas antigas, carências silenciosas e formas de cuidado que talvez ainda estejam presas a velhas histórias. A Lua Nova em Câncer, no dia 14, abre um recomeço íntimo. Depois da Lua Cheia em Capricórnio mostrar o peso das estruturas, essa lunação devolve a pergunta para dentro de casa: o que ainda protege e o que apenas mantém a gente preso ao mesmo lugar? No dia 22, o Sol entra em Leão e confirma a mudança que Júpiter já vinha anunciando. Depois de semanas com o olhar voltado para Câncer, a luz é projetada sobre a expressão pessoal, a autoria e a coragem de ocupar a cena. No dia 23, Mercúrio finaliza a retrogradação e algumas conversas podem ser retomadas com menos defesa e mais clareza. Até o fim de julho, ainda estaremos lidando com os efeitos dessa passagem. Algo que estava recolhido começa a ganhar voz. Algo preso à memória procura uma maneira mais viva de estar no presente. Para compreender como esses trânsitos tocam a sua vida, é preciso observar em que casas do seu mapa natal estão Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem e Capricórnio. O céu mostra o tempo comum; o mapa revela onde esse tempo encontra a sua biografia. Talvez a pergunta final seja: o que em você ainda precisa de cuidado e o que já pode sair da defesa para ocupar lugar na vida real? Leia AQUI a previsão do mês para o seu Ascendente e veja em que área da vida o céu de julho toca o seu mapa. Afinal, ler o céu é aprender a reconhecer o tempo em que estamos. Elaine Sampaio Imenes Perfil Profissional Elaine Sampaio Imenes é química, professora, terapeuta holística e astróloga. Atua na interface entre ciência, saúde e cultura, desenvolvendo projetos ligados às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). É presidente do Sindicato dos Astrólogos do Estado do Rio de Janeiro (SINARJ) e criadora da Metodologia das Encruzilhadas. Dedica-se ao estudo das relações entre ciclos celestes, tempo histórico e experiência humana, articulando astrologia, educação e cuidado. É autora da coluna Leitura do Tempo. Canais de Atendimento e Redes Whatsapp: (21) 98881-9073 Email: contato@elaineimenes.com Instagram: @elaineimenes.astrologia Youtube: Elaine Imenes Astrologia

Astrologia – Solstício de Câncer: a memória da água

Solstício de Câncer: a memória da água Neste domingo, às 5h24, o Sol entrou em Câncer. O solstício marca um ponto exato no calendário, mas a natureza não vira a chave de uma hora para outra. A luz já vinha mudando, o ritmo dos dias já vinha se ajustando e o corpo já percebia a alteração antes mesmo que a mente conseguisse explicar. A palavra solstício significa, literalmente, “Sol que para”. E há algo importante nessa imagem: antes de mudar o desenho da luz, existe uma pausa. Depois de semanas marcadas por muita informação, circulação e pensamento acelerado, o céu muda a pergunta. A atenção sai um pouco da cabeça e se volta para a memória, os vínculos, os afetos e tudo aquilo que nos dá amparo ou nos deixa sem recurso diante da vida. O Sol fala de direção, autoria e vir a ser. Mas nenhuma vontade avança bem quando a vida emocional está exausta. Câncer é o primeiro signo da água e o único regido pela Lua. Por isso, não fala apenas de sensibilidade. Fala de infância, corpo, cuidado, pertencimento, fome de acolhimento e formas de proteção. Fala da bagagem que levamos conosco, não como sentença, mas como matéria viva da nossa história. O caranguejo ajuda a entender esse movimento: ele carrega a própria casa nas costas e protege o que é macio por dentro com uma casca firme por fora. Isso não é fraqueza. É inteligência de sobrevivência. Câncer sabe que nem tudo pode ficar exposto o tempo inteiro. A água deste signo não é a enchente que arrasta tudo, mas a nascente que mantém a vida correndo por dentro. Até 22 de julho, talvez a urgência de responder ao mundo externo perca força. A pergunta agora é outra: onde você busca amparo quando o barulho de fora fica grande demais? Que tipo de afeto alimenta a sua vitalidade? E o que, em nome do cuidado, talvez esteja virando prisão? O Sol em Câncer lembra que não existe autoria sem contato com a própria história. Antes de seguir, é preciso reconhecer a bagagem que veio junto. Feche a porta para o que drena a sua vitalidade. Proteja o seu afeto sem endurecer a vida inteira. Nem toda abertura é saúde. Nem toda defesa é medo. Afinal, ler o céu é aprender a reconhecer o tempo em que estamos. Elaine Sampaio Imenes Perfil Profissional Elaine Sampaio Imenes é química, professora, terapeuta holística e astróloga. Atua na interface entre ciência, saúde e cultura, desenvolvendo projetos ligados às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). É presidente do Sindicato dos Astrólogos do Estado do Rio de Janeiro (SINARJ) e criadora da Metodologia das Encruzilhadas. Dedica-se ao estudo das relações entre ciclos celestes, tempo histórico e experiência humana, articulando astrologia, educação e cuidado. É autora da coluna Leitura do Tempo. Canais de Atendimento e Redes Whatsapp: (21) 98881-9073 Email: contato@elaineimenes.com Instagram: @elaineimenes.astrologia Youtube: Elaine Imenes Astrologia

O Céu de Junho: entre a cabeça cheia e a palavra sentida

O Céu de Junho: entre a cabeça cheia e a palavra sentida Junho começa com o Sol em Gêmeos, signo das trocas, das perguntas e da circulação. O mês abre mental, inquieto, com muita conversa no ar, mas nenhum planeta fala sozinho. O desenho do céu se forma pela conversa entre eles. Mercúrio, regente de Gêmeos, está em Câncer e o pensamento passa pela memória, pelo afeto, pelo proteção e pelo modo como reagimos quando algo toca um ponto sensível. Antes de responder, a palavra precisa passar pelo que sentimos. No dia 08, a Lua Minguante em Peixes não pede uma limpeza feita na força. Peixes retira nitidez, amolece as bordas e mostra o que já se dissolveu por dentro. É uma fase para parar de insistir no que perdeu sentido, não para explicar tudo de novo. No dia 09, Vênus e Júpiter fazem conjunção em Câncer. Vênus aproxima, deseja e dá valor. Júpiter amplia. Em Câncer, esse encontro aumenta a necessidade de segurança para gostar, confiar e permanecer. O cuidado cresce, mas a carência também pode crescer junto. Quando o peito está vazio, qualquer gesto parece promessa. No dia 13, Vênus entra em Leão e muda a forma de desejar, gostar e se aproximar. O afeto sai do abrigo e quer presença, expressão e brilho. A pergunta é simples: isso expressa afeto ou pede aplauso? Saturno e Netuno em Áries seguem sendo uma das conversas centrais do céu. Áries quer começar e decidir. Saturno pergunta o que desse início aguenta realidade. Netuno dissolve certezas e pode inflamar bravura onde ainda falta forma. Eles escancaram a tensão entre agir e fantasiar a ação. Nem todo começo é força. Muitas vezes, é pressa vestida de coragem. Marte, regente de Áries, está em Touro e puxa a ação para o concreto. O ímpeto do início precisa virar prática possível, não só vontade de ir. Urano em Gêmeos e Plutão em Aquário seguem em trígono por signo, mexendo em ciclos coletivos ligados à informação, às redes, às tecnologias e às formas de poder que circulam pela linguagem. A mudança não é pequena nem íntima apenas. Ela altera o modo como uma época pensa, se comunica, disputa espaço e organiza a vida em comum. Para os próximos dias, a pergunta é simples: o que realmente precisa da sua resposta agora? E o que está fazendo barulho para ocupar espaço? Afinal, ler o céu é aprender a reconhecer o tempo em que estamos. Elaine Sampaio Imenes Perfil Profissional Elaine Sampaio Imenes é química, professora, terapeuta holística e astróloga. Atua na interface entre ciência, saúde e cultura, desenvolvendo projetos ligados às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). É presidente do Sindicato dos Astrólogos do Estado do Rio de Janeiro (SINARJ) e criadora da Metodologia das Encruzilhadas. Dedica-se ao estudo das relações entre ciclos celestes, tempo histórico e experiência humana, articulando astrologia, educação e cuidado. É autora da coluna Leitura do Tempo. Canais de Atendimento e Redes Whatsapp: (21) 98881-9073 Email: contato@elaineimenes.com Instagram: @elaineimenes.astrologia Youtube: Elaine Imenes Astrologia

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