Jan Val Ellam recebe Medalha Tiradentes no RJ

Reconhecimento e Espiritualidade: Jan Val Ellam recebe a Medalha Tiradentes na ALERJ

O portal Arqueologia Espiritual comunica uma marca significativa na trajetória de Rogério de Almeida Freitas. Conhecido publicamente pelo pseudônimo Jan Val Ellam, o escritor e conferencista potiguar foi condecorado com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

Rogério de Almeida Freitas (Jan Val Ellam) recebendo o diploma da Medalha Tiradentes da deputada Carla Machado (foto divulgação)

Rogério de Almeida Freitas (Jan Val Ellam) recebendo o diploma da Medalha Tiradentes da deputada Carla Machado [PT] (foto divulgação)

A comenda, proposta pela deputada estadual Carla Machado e aprovada por unanimidade, representa o reconhecimento oficial de uma vida dedicada à espiritualidade, à educação esclarecida e à expansão da consciência. Com um acervo que ultrapassa 50 livros publicados e traduzidos para diversos idiomas, Rogério tem sido uma voz ativa na construção de pontes entre o pensamento cristão, a ufologia e o espiritualismo universalista, sempre pautado pela ética e pela cidadania planetária.

Visão geral do plenário da ALERJ durante a cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes

Visão geral do plenário da ALERJ durante a cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes (foto divulgação)

Um Momento de Celebração em Família

A entrega da medalha foi marcada por um ambiente de profunda emoção. Rogério esteve acompanhado de sua família, compartilhando este marco com os filhos Rodrigo, Juliana Freitas e Márcia, sua esposa. A presença de seus entes queridos simboliza o suporte fundamental por trás de décadas de atuação como administrador, professor e, acima de tudo, semeador de reflexões que buscam a emancipação humana.

Rogério de Almeida Freitas ao lado de sua esposa e filhos na escadaria da ALERJ

Rogério de Almeida Freitas ao lado de sua esposa e filhos na escadaria da ALERJ (foto divulgação)

Ao lado do cantor Jorge Vercillo, que também foi agraciado, o autor expressou sua modéstia diante da homenagem. Para ele, o trabalho de despertar consciências é realizado de forma simples, pois a busca pela verdade pressupõe a ausência de pretensões e o desapego às certezas absolutas.

Rogério de Almeida Freitas e Jorge Vercillo posando com as medalhas Tiradentes

Rogério de Almeida Freitas e Jorge Vercillo posando com as medalhas Tiradentes (foto divulgação)

Legado e Contribuição à Humanidade

A Medalha Tiradentes é destinada àqueles que prestam serviços de relevância ímpar ao Brasil e à humanidade. No caso de Rogério de Almeida Freitas, a honraria chancela o impacto de suas obras e o papel vital de instituições por ele fundadas e dirigidas — como o Instituto de Estudos Estratégicos e Alternativos (IEEA), o Instituto da Alma e da Mente, a plataforma Orbum e a Rádio Atlan — na formação de uma sociedade mais consciente e harmoniosa.

Este reconhecimento reforça o compromisso do autor com a Revelação Cósmica e com a preservação de um futuro de paz para as próximas gerações, consolidando sua posição como uma das figuras mais influentes no cenário do pensamento espiritual contemporâneo.

Leia o Discurso de Jan Val Ellam na íntegra:

Gostaria de, em primeiro lugar, saudar e agradecer a deputada Carla Machado, cujo carinho e generosidade me conduziram até este momento. Em seu nome, saúdo as demais pessoas da mesa, a prefeita Carla e o procurador Robson. Saúdo a todos vocês aqui presentes, em especial à minha família: Márcia, Rodrigo, Juliana e Gabriela. Eles são os alicerces da minha vida, em torno dos quais e sobre os quais eu me estruturo.

Aos meus amigos de busca no campo da revelação cósmica, deixo minha saudação ao meu irmão Jorge Vercillo, de cuja grandeza e luminosidade eu me sirvo e me ancoro, buscando a simplicidade que dele copio para lidar com momentos grandiosos como este. Estou sempre na sua sombra, meu irmão, e unido a ti.

O Fado de Buscar a Verdade

Fico imaginando o que posso dizer num momento tão especial, sendo alguém pequeno que toma emprestado do poeta Manoel de Barros uma simples frase: "O meu fado é o de não saber sobre quase tudo". E como sei que não sei sobre quase tudo, me obrigo a procurar sempre.

A revelação cósmica — essa semeadura de reflexão sobre temas esquecidos na noite dos tempos — é uma tentativa de buscar algo que um dia já existiu como parte da cultura humana. As "queimas de arquivo" da história nos tornaram uma geração órfã, sem saber quem somos ou qual o sentido da existência. É necessário reacender em cada um de nós a arte de dar sentido a cada segundo, fazendo bom uso de nós mesmos como a única maneira decente de se homenagear a vida.

A Incerteza como Progresso

Immanuel Kant nos lembra que o intelecto humano deve ser considerado de acordo com a sua capacidade de colecionar incertezas, e não certezas fáceis que são falsas e não nos conduzem ao progresso. Talvez por isso a humanidade tenha se agarrado a tantas ilusões.

Søren Kierkegaard nos lembra que costumamos nos enganar de duas maneiras: acreditando no que não é verdade ou deixando de perceber a verdade por já termos colecionado muitos conceitos equivocados.

O Mentalma e o Ato de Verdade

Nessa busca, tentei criar um método chamado Mentalma, uma espécie de "yoga do cotidiano", para poder lidar com a minha própria pequenez diante da amplitude da vida. Ancoro-me em Mahatma Gandhi, que conseguiu libertar um país sem agressividade, usando apenas a força da sua consciência e praticando atos de verdade.

Como na poesia de Tomás Antônio Gonzaga sobre Galileu, que tomou um compasso e, sem subir ao céu, mediu o imenso espaço, o Mentalma é o meu compasso. Mesmo sendo pequeno, ele me permite alçar voos na tentativa de buscar a verdade.

A Lição do Rio Ganges

Cito um fato histórico de 2.300 anos sobre o imperador Ashoka e uma mulher em Varanasi que conseguia inverter o curso do Rio Ganges. Quando indagada sobre seu poder, ela explicou que sua força vinha da honestidade com que exercia sua profissão, tratando a todos com o mesmo zelo. Esse era o seu ato de verdade.

Essa plenitude vibratória entre ideais, discurso e atitude desperta poderes que nem imaginamos. Nossa luta é a de empoderar o ser humano para que ele saia da postura de obediência cega e busque mais, tornando-se o instrumento da mudança que quer ver no mundo.

Finalizo com Manoel de Barros: "Poderoso para mim é aquele que descobre as insignificâncias do mundo e as nossas". Deputada Carla Machado, sua sensibilidade me permitiu sonhar mais e esta homenagem é um momento de estímulo formidável que meu coração coleciona.

Como o Albatroz de Baudelaire, que no chão fica desajeitado, cá estou eu. Agradeço ao meu irmão Jorge Vercillo por ombrear comigo nesta aventura. Muito obrigado.

Assista ao Discurso na Íntregra:

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