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O 4º logos criador, Sophia e a Trimurti

OLM, o Codificador de Zion: a trajetória do Quarto Logos na arquitetura da Revelação Cósmica Na cosmologia apresentada nos materiais da Revelação Cósmica, OLM aparece como uma das figuras mais discretas e, ao mesmo tempo, mais decisivas de todo o enredo universal. Ele é identificado como o “Codificador de Zion” ou “Codificador de Zian”, denominações que o próprio Jan Val Ellam reconhece usar sem uma distinção rígida, embora os textos nos livros registrem que, na fonética mental dos seres biodemos, “Zion” estaria mais associado a “meu mundo, meu planeta”, enquanto “Zian” carregaria o sentido de “minha casa”. Essa observação é importante porque mostra que o título de OLM não é apenas um nome próprio, mas uma função: ele é aquele que codifica, decifra, organiza e transmite uma lógica de compreensão sobre a realidade criada. A origem de OLM deve ser entendida dentro do cenário posterior à formação da Criação Universal, marcada pela atuação da Trimurti — Brahma, Vishnu e Shiva — e pela existência de dois grandes campos de realidade: o Brahmaloka, universo antimaterial, plasmático ou imaterial, associado à morada de Brahma, e o Bhuloka, nosso universo material, onde a vida biológica se desenvolve. O glossário dos termos da Revelação Cósmica define Brahmaloka como universo imaterial ou ultramagnético, e Bhuloka como o nosso universo material. Nesse quadro, os três primeiros Logos estão ligados ao drama original da Criação, enquanto OLM surge como uma resposta posterior, uma inteligência voltada não apenas à continuidade do sistema, mas à sua leitura, interpretação e eventual correção. Segundo o material “O bê-á-bá da Revelação Cósmica”, Mohen So, apresentado como uma expressão maior de Vishnu (veja que Mohen So nos foi reapresentado, mais recentemente, como uma parcela atuante de ELM/Morus, o que significa, em última instância, que a “cabeça livre” de Mohen So era na verdade, uma parte também atuante do ser ELM. E isso deve ter algum significado para o próprio ser SOPHIA…), recebe a incumbência de criar um representante dos entes criadores em nosso universo, num período situado aproximadamente entre seis e sete bilhões de anos da escala humana. Desse processo surge Sophia, descrito como a “personificação da sabedoria”, criado no forno replicador de Vishnu-Mavatma, com configuração corporal e mental específica. No mesmo tipo de configuração, aparece também OLM, chamado no texto de “outro ser especial”, conhecido como Quarto Logos ou Codificador de Zian. O mesmo trecho afirma que Sophia e OLM seriam os primeiros biodemos com configuração especial surgidos “deste lado da criação”: Sophia como representante e plenipotenciário dos agentes criadores; OLM como observador da realidade criada, com a finalidade de solucionar os problemas gerados nessa Criação. A Natureza Singular do Quarto Logos Isso significa que OLM não é apresentado como um Adhy puro (aqui há que se fazer mais um comentário, visto que, também recentemente, nos foi mencionado que seres da família LM, embora não fatiem, dividam suas consciências, possuem a capacidade de animar mais que um EU simultaneamente. Isso significa que o mesmo SER ESPIRITUAL, tem a propriedade de conduzir diferentes corpos, mesmo em “realidades distintas”) nem como um dos três Logos originais da Trimurti. Ele é descrito como um ser de natureza biodemo especial, emergente no universo material/biológico, embora vinculado ao projeto mais amplo da Trimurti e à ação operacional de Mohen So. O Dicionário da Revelação Cósmica é direto ao afirmar que o Quarto Logos é também chamado de OLM ou Codificador de Zion e que foi o único Logos que atuou diretamente no universo material/biológico. Essa informação define sua singularidade: OLM não permanece apenas como potência extrafísica, nem atua somente a partir de um plano remoto; ele se insere diretamente no campo da vida biológica, observando a realidade por dentro. A relação de OLM com os seres Adhy, portanto, parece ser indireta e funcional, não identitária. O material define Adhy como um gênero espiritual superior, dotado de propriedades mentais que permitem manter duas ou mais formas de expressão, algo distinto dos espíritos comuns, que sustentam uma personalidade transitória por vez. Já OLM, nos textos principais, aparece como biodemo especial, ligado à engenharia da vida e à observação da Criação. Assim, ele não deve ser explicado como um Adhy em sentido estrito, mas como uma inteligência criada dentro de uma arquitetura na qual os Adhy, os Logos, os avatares, os biodemos e os humanos representam diferentes níveis ou modalidades de expressão da consciência. OLM ocupa uma faixa própria: não é a fonte espiritual primordial, mas também não é criatura comum; é um decodificador inserido no sistema para compreender o próprio sistema. Orientação e a Escola de Decifração A ligação dele com Sophia é central. Os textos mostram Sophia como o grande representante dos criadores no universo biológico, enquanto OLM aparece como aquele que orienta, acompanha e decifra. Em “Sophia e os Logos Criadores”, há a afirmação de que, em determinados momentos, Sophia, orientado por OLM — tido como Codificador de Zion naquela época — gerou gêneros e múltiplas espécies de seres, entre elas a condição biodemo. Esse detalhe é decisivo porque coloca OLM não apenas como observador passivo, mas como inteligência orientadora de processos de geração, organização e leitura das espécies. Depois do despertar de Sophia e OLM, os materiais descrevem o desenvolvimento de inúmeras famílias biodêmicas dentro do forno de Vishnu, sob supervisão de ambos. Essas famílias possuíam uma espécie de processador central, responsável por armazenar e processar as informações geradas pelos psiquismos de seus membros, formando uma reserva de experiências que poderia ser compartilhada e consultada por membros da família ou por inteligências superiores, como Sophia, OLM e os anjos clones. Essa imagem é fundamental para compreender OLM: ele atua numa realidade em que vida, memória, experiência e informação fazem parte de uma mesma engenharia cósmica. Sua função de “codificador” não é metafórica apenas no sentido literário; ela expressa uma atividade de leitura de padrões, organização de experiências e formação de consciências capazes de decifrar a verdade. OLM e a Dinâmica da Wyrd É nesse ponto que se pode relacionar OLM à ideia de Wyrd, desde

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